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domingo, 29 de agosto de 2010

Rebuild - Reconstruir

Acabei de encontrar esse vídeo agora e achei incrível!
Principalmente o desfecho...
Com trilha sonora da música Rebuild,
da banda Switchfoot, esse
vídeo vai ficar marcado em mim.

I've got my memories...

"Eu tenho minhas memórias
Estão sempre dentro de mim..." - música This is Home < link (Switchfoot)

Esse blog tem sido um baú onde deposito
e compartilho lembranças.
Por isso não poderia
escolher um nome diferente.
Ele agora não será mais esquecido.
Estarei sempre postando algo aqui.

Então, sejam bem vindos
ao meu novo blog!

sábado, 14 de agosto de 2010

Desejando que eu tenha aprendido minha lição


O ser humano tem a chance de aprender uma lição
a cada respiração que executa.
E esses meus pensamentos são guiados por mim primeiramente,
e pela música Vice Verses, do próximo CD da banda Switchfoot.
Mês passado fui à UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).
Fui juntamente com o meu colégio assitir à uma palestra
sobre Nutrição e outras coisas bem legais por lá.
Eu, como sempre, paguei um mico.
Atravessamos a rua, que daria pra UERJ...
Como nosso grupo era muito grande, algumas pessoas ficaram para trás...
Alunos e o diretor do colégio onde estudo inclusive.
Juntamente com os que estavam na frente, atravessei a rua.
E não! Antes que vocês comessem a fazer suposições,
eu não fui quase atropelada ou algo do tipo.
Assim que chegamos à calçada,
enfiei meu pé em uma rachadura perto de um bueiro!
E é daí que começa mais um triste aprendizado
(os que vem junto com micos são terríveis!).
Eu só ouvia gritos. Gritos de pessoas do meu lado, atrás e quem estava
à minha frente se virou logo pra entender a confusão.
A primeira coisa que senti foi, é claro, dor.
Sinto minha perna doer até hoje.
Enfiei-a no buraco raspando-a nos paralelepipedos.
Fiquei toda arranhada, mas nada de sangue.
A segunda coisa que senti foi vergonha, obviamente.
A maioria ficou super preocupada, achando que poderia ter
sido algo grave. Eu odiava quando mais uma pessoa
vinha me perguntar se eu estava bem.

Não sei quantas vezes disse que não era nada, que só foi um arranhão.
Mas na verdade "Tava doendo pra caraaamba!"
(não consigo tirar o Bruno Mazzeo da cabeça!hehe).
O primeiro a me ajudar foi o coordenador do meu colégio.
Ele me levantou e me embolou em um abraço
e assim eu continuei andando. Era como se ele estivesse
tentando me proteger de uma multidão de curiosos.
Fiz de tudo pra não mancar e consegui,
embora tenha me custado mais dor ainda!
As gargalhadas fizeram eu ter um terceiro sentimento...
RAIVA!Raiva de mim, por não ter visto aquele
buraco estúpido e das pessoas que davam gargalhadas logo atrás.
Ainda no caminho da entrada da faculdade tinha
um espaço com algumas árvores com flores.
O coordenador, Denilson, mais conhecido como Tio Dê,
tentou me destrair me mostrando a beleza de uma
das árvores que dava flores rosas.

Era o que eu precisava pra botar minha raiva pra fora.
Comecei a murmurar.
Disse que odiava rosas e que elas eram horríveis,
não tinham graça nenhuma. Meu mau-humor foi lá em cima e o Tio Dê,
tentando reparar os danos disse que elas eram lindas sim! rsrs
Agora lembrando desse dia, que sem esse episódio até que foi bem legal,
eu só posso dizer que aprendi uma grande lição.
A qualquer momento somos provados,
seja por micos ou por pessoas maldosas falando algo da gente.
E é dentro dessas situações que nós nos testamos.
Eu senti dor, vergonha e raiva, culpei à mim e às outras pessoas,
e logo depois ainda fiz algo pior,
transmiti toda o meu ódio contra algo tão lindo e insperador.
Se outrora eu amava me imaginar ao pôr-do-sol,
livre, respirando a vida e tirando disso tudo inspiração para escrever,
naquele momento uma bela árvore foi minha vítima.

Somos tão contraditórios!
E esse tem sido o nosso paradigma.
Hora somos dóceis, outra amargos.
O belo se transforma no feio e vice versa.
E mais uma vez vejo que a música Vice Verses tem a ver com tudo isso.
Pra mim a música inteira tem significados escondidos que a gente
só vai desvendando vivendo.
Não canso de dizer o quanto eu admiro Jon Foreman.
Agora percebo que tudo o que eu escrevi,
ele resumiu em apenas quatro versos:
"O vento poderia ser minha nova obsessão.
O vento poderia ser minha próxima depressão.
O vento vai pra todo lugar que ele quer.
Desejando que eu aprendesse minha lição".
No meu caso eu transfiro a imagem do vento para aquela árvore.
Peço perdão ao Criador dela e digo que aprendi minha lição dessa vez.